14-04-2005
Se o chamado “sangue novo” que vai fazendo nome e carreira na moda made in Portugal puder ser trazido ao franchising, temos em Paulo Antunes um exemplo desse empreendedorismo que lhe corre nas veias. Acumulou experiências profissionais diversas antes de criar, especificamente para o franchising, uma rede de lojas especializadas na administração de condomínios.
A mais recente aposta vira-se para a transformação de negócios em franchisings de sucesso e para a importação do muito que o franchising tem para dar e ainda por cá não temos. Mas antes de falarmos sobre a consultora Pluribrokers percorramos o caminho de sucesso do engenheiro da Loja do Condomínio
Por Fernando Magueta
Chegou ao franchising antes da criação da Loja do Condomínio.
Houve uma experiência como franchisado da ERA – até mais com a minha mulher – mas que nos permitiu alguma experiência do outro lado. Mas acabou devido a outros projectos profissionais nossos e que eram incompatíveis com a exploração de uma loja de uma rede tão exigente. Depois houve a produção do projecto Loja do Condomínio (LC) como conceito de franchising, também com base em conhecimentos nossos nessa área e noutra empresa que nós tínhamos na área da administração de condomínios e que levou à criação deste projecto que nasceu para ser franchising. Ao contrário da maioria dos conceitos que nascem como uma pequena unidade e depois se transformam, este nasceu com todas as condições para ser um franchising. Estamos a falar de um conceito onde a operacionalidade é extremamente importante e as ferramentas que são necessárias não são compatíveis com uma pequena unidade, têm que ser dimensionadas para uma rede.
Existe o objectivo da exportação?
Há, claramente, embora a LC seja um conceito complicado de exportar: tem que se adaptar às necessidades e à legislação de cada país. Neste momento é no Brasil que temos o processo mais adiantado e já existe a Franquiger Brasil operacional e estão a ser feitos os primeiros estudos e trabalhos de adaptação da rede ao mercado. Contamos que no final deste ano, início de 2006 possamos ter a unidade-pioloto de adaptação ao mercado brasileiro – provavelmente em Fortaleza – porque temos a mais-valia de termos muitas empresas portuguesas a construir nessa região.
A Pluribrokers iniciou recentemente actividade. Transformar negócios em franchising e importar são a base da actuação?
Sim, principalmente nesta questão: numa análise que fazemos daquilo que é o mercado achamos que há lugar para fazer coisas diferentes do ponto da parceria com os franchisadores, ou seja, não o tradicional consultor.
Muitas vezes têm coisas muito engraçadas e conceitos muito produtivos e que podem ser aplicados e ao vermos que existe mercado, existem formas de fazer franchising, formas de trabalhar determinado tipo de marcas com que nós nos identificamos e que achamos que valem a pena. Ou seja um pouco agarrar naquilo que fizemos e temos vindo a fazer na LC e aplicar a receita a redes: não as deixar morrer; permanente evolução; que se mantenham na crista da onda, e não seja aquele conceito que se cria e formato e morra assim.
A Pluribrokers propõe-se a acompanhar os negócios?
A partir do momento em que nos propomos como um parceiro que faz a venda do conceito – um dos grandes objectivos é a venda do conceito. Para nós é muito importante que seja apelativo, que seja vendável, que seja interessante para o franchisado do ponto de vista do negócio, imagem e da evolução do próprio projecto. Um conceito de franchising não é completamente bom só para uma das partes. Tem que ser bom para o franchisador, que tem que receber royalties e ter rendimento da sua rede para continuar a investir na evolução do próprio conceito, mas o franchisado tem uma perspectiva que é ganhar dinheiro e ter uma coisa que evolua e goste.
VERSÃO INTEGRAL IN “FRANCHISING NEW BUSINESS” nº 11