PTfranchising.com
Artigos sobre Franchising

A dimensão da rede como factor decisivo do sucesso

Um franchising é por excelência uma rede vasta de negócios. Aqui a expressão “small is beautifull” não se aplica, pois apenas com uma rede com dimensão se consegue atingir massa crítica, vantagens competitivas, notoriedade e por consequência maior probabilidade de sucesso das unidades franchisadas.

O franchisador ao optar por desenvolver o seu modelo de negócio em franchising, procura criar modelos de procedimentos standard e expandir de forma massiva. O negócio tem que ser previamente testado e tem que ser “replicavel” a terceiros através de uma fórmula de sucesso. No entanto, uma marca não pode ser uma elite de alguns franchisados que pretendem limitar a entrada de outros, através de grandes áreas de exclusividade ou de restrições do número de unidades. Por vezes verifica-se a excessiva atitude de pertença do franchisado ou franchisador, ao alocar grandes áreas de território a poucos franchisados. Daqui resulta precisamente o efeito inverso ao esperado: a rede não se torna conhecida pois não tem dimensão; existe mercado por explorar e volume de vendas reduzido; o franchisador não tem franchisados suficientes para que os royalties suportem a sua actividade e investimentos; e os próprios franchisados estão acomodados sem dinâmica e troca de experiências num suposto território exclusivo. Muitas marcas sofrem de falta de escala por um errado planeamento estratégico de expansão e de localização das suas unidades.

A dimensão é decisiva:

Uma marca sem dimensão, não tem experiência suficiente, não tem as melhores  condições de compra por falta de volume, tem falta de notoriedade e de investimentos em publicidade, o franchisador não tem receitas para uma estrutura de apoio adequada e a probabilidade de sucesso das unidades é menor. Por outro lado uma rede com dimensão tem suficiente experiência acumulada, negoceia em volume, faz campanhas com notoriedade, convenções de rede motivadoras, desenvolve tecnologias adequadas, o franchisador tem estruturas especificas de suporte e a capacidade da rede vencer no mercado é muito maior.

O risco dos franchising “start-up”:

Considero um risco elevado (devendo ser devidamente ponderado) um empreendedor optar por um investimento numa oportunidade nova, que não tenha uma estrutura de apoio experiente, mesmo que seja uma marca Internacional. Muitas marcas recentes enfrentam graves dificuldades nos primeiros anos, por o formato do negócio não estar testado ou adaptado ao mercado e até mais frequentemente, pelo facto de o franchisador não ter a experiência ou suporte financeiro para aguentar o arranque, investimentos dos primeiros anos e dificuldades iniciais. O negócio por ser novo tem arestas por limar e correcções a fazer e os primeiros franchisados da marca, serão certamente os mais sacrificados pois o conceito não é conhecido, os processos não funcionam na perfeição e o esforço do franchisado para atingir os mesmos resultados é necessariamente maior. Deste modo, é normalmente muito menos arriscado para um empreendedor abrir um franchise com uma rede consolidada, ou com um franchisador devidamente estruturado, aproveitando toda a experiência, erros cometidos, notoriedade da marca, organização e suporte do franchisador e economias de escala pela dimensão da rede.

Aqui o “big é beautifull” e o segredo está na consolidação e notoriedade da marca!

 

Pedro Santos | Administrador do Grupo Onebiz