PTfranchising.com
Artigos sobre Franchising

“Publicidade comparativa”

Não é de publicidade comparativa falamos. Antes da comparação de dois conceitos que utilizam os talões de caixa como um meio de comunicação. Uma área de negócio pouco explorada e de baixos custos
O “êxito do representante ColorTicket está assegurado desde o início. Ele terá de criar um ou vários sectores de parceiros (estabelecimentos que gastem rolos de talões de caixa em cujo versos é impressa a publicidade) e criar uma carteira de clientes para publicitarem nesses sectores. Os anunciantes, geralmente, são os detentores de pequenos e médios negócios.” É assim que Tiago Magro resume a actividade do negócio que lhe foi proposto. Por ser “um projecto excepcional” aceitou-o “como um desafio à minha própria capacidade de empreendedor” e já leva 13 distritos cobertos pela actividade de exploração dos talões. Já os responsáveis pela francesa Ticket Achats (a empresa Hermédia, master franchisada) importaram o negócio também no ano passado, seis anos depois da sua criação.
Sobre as concorrentes e as mais-valias que dizem ter, os responsáveis pela Ticket Achats assumem-se como detentores de uma marca “líder europeu e nacional no conceito de ticketing, com uma experiência de mais de seis anos” e que já “produz mais de 20 milhões anúncios por mês em Portugal”.
Em comparação com a Super Color, lançada há dois anos, ambas apresentam uma clara vantagem ao nível dos números mínimos para o investimento. É que esta exige 25 mil euros.
A ColorTicket é um “meio publicitário inovador que, com custo extremamente baixo, proporciona resultados acima das expectativas” – 216 mil euros é quanto poderá valer um distrito, num ano. Por concelho a média de facturação apresentada varia entre os 3.000 e os 6.000 euros mensais, valor que sobre substancialmente quando o limite geográfico tem a dimensão de distrito. A Hermédia apresenta ganhos de 15.000 euros.
Para a ColorTicket o período que mais exige do franchisado são as primeiras semanas, em que são feitos os contactos com os estabelecimentos comerciais com vista à celebração de parcerias. Após isso basta arranjar clientes, geri-los e gerir as campanhas. Um trabalho que ao fim de algum tempo permite ter uma actividade paralela..
Mais exigente, a Hermédia destina o seu franchising a “empresas de publicidade que queiram aumentar o seu leque de oferta ou a empresários com vocação comercial e espírito inovador”. No caso destes “exige-se exclusividade”.
VERSÃO INTEGRAL IN “FRANCHISING  NEW BUSINESS” nº 11

Manuel Freire