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Habicast diz que “falar de crise é apelar ao alarmismo”

18-09-2008

Os últimos desenvolvimentos no sector financeiro em Portugal, bem como o desequilíbrio entre oferta e procura, são os factores apontados pela mediadora Habicast como os responsáveis pelo condicionamento dos níveis de actuação do sector imobiliário no país.

A marca acredita que existem ainda pessoas interessadas em comprar, vender ou arrendar imóveis, mas a instabilidade no sector financeiro obriga a um reequilíbrio da oferta e da procura neste sector, “obrigando os agentes ao exercício da inovação, encontrando as soluções que melhor se enquadram no panorama que se vive actualmente”, explica Mário Ribeiro.

O responsável refere que a especulação imobiliária em Portugal não atingiu os níveis verificados na vizinha Espanha, pelo que existe uma necessidade de trabalhar nesse reequilíbrio do preço, e no incentivo da procura, “abrindo assim o leque de opções ao potencial comprador, ajustando o imóvel à sua capacidade de aquisição e não apenas à capacidade de endividamento”, explica.

Resposta ao condicionalismo

Como forma de superar alguns dos condicionalismos que existem actualmente neste sector, a imobiliária já anunciou que vai lançar no próximo mês de Outubro uma iniciativa que “não é mais do que uma consequência de todo o processo consultivo desenvolvido pelos franchisados da rede”, iniciativa que vai permitir à Habicast a venda de imóveis “por um preço substancialmente inferior ao original, configurando reduções na ordem dos 15%”.

Por outro lado a rede prevê actuar noutros nichos de mercado, “que não são actualmente muito explorados”, bem como introduzir novos serviços financeiros desenvolvidos pela CREDYO, a marca financeira da Habicast. Com isto a rede pretende estimular a procura, e apresentar “níveis muito favoráveis de rendibilidade” aos franchisados.

A Habicast acredita que os próximos tempos se vão caracterizar pelo ajustamento dos valores de transacção dos imóveis, e o que “o maior desafio se vai centrar na procura de alternativas que permitam um crescimento sustentado do sector, privilegiando na resposta efectiva às actuais exigências do mercado”, sublinha Mário Ribeiro.

“O estado poderá ter um papel fundamental em todo este processo, tendo em vista a colocação dos imóveis no mercado, e deverão existir alterações legislativas e apoios financeiros de garantia àqueles que queiram agilizar o mercado de arrendamento, medidas, aliás, que já foram preconizadas pelo governo espanhol”, acrescenta o responsável de expansão da Habicast.

A rede fechou o exercício do ano passado com um volume de negócios na ordem dos 80 milhões de euros, e as expectativas relativas a 2008 apontam para um volume de negócios global ligeiramente acima dos valores obtidos em 2007, fruto das medidas de diversificação que a Habicast tem vindo a integrar no negócio desenvolvido pelos franchisados da marca.